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História de vida - Lydia de Campos Almeida

Nasceu em 16 de dezembro de 1925, mas foi registrada em 20 de dezembro de 1925 na cidade de São Paulo – Capital. Os netos gostam de brincar que ela comemora aniversário duas vezes por ano. E ai de quem não lembrar, comemorar e dar parabéns nas duas datas.


Na infância pouco brincava, pois estudava e ajudava sua mãe e avó nos serviços da casa. Com sete anos de idade foi para a escola Grupo Escolar Eduardo Prado no bairro Barra Funda- SP, onde se formou no primário. Aprendeu a bordar com 10 anos de idade e chegou a bordar vestidos de noivas, festas e passeios. Era apaixonada por livros e gostava muito de ler romances.


Conta a lenda que acabou se apaixonando por um rapaz que parava para fingir que amarrava os sapatos no portão de sua casa de vez em quando. Aos vinte anos casou-se com ele, Joel Leite de Almeida com quem teve dois filhos, Lígia Almeida e Joel Leite de Almeida Junior, engenheiro elétrico responsável pelo projeto elétrico do CVPI, projeto este doado com muito amor, por ele.


Morou em algumas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro. Zelosa dona de casa, até hoje é lembrada pelos quitutes gostosos que fazia. Após a aposentadoria do marido, Lydia e Joel Pai conheceram através do filho Joel, o casal Schisler (Fundadores do CVPI) e resolveram então, mudar-se para Florianópolis, deixando sua filha Lígia, casada e com dois filhos em Niteroi/RJ. Sempre que a saudade apertava, ia visitar a filha, genro e netos, bem como anualmente ela com a família vinha também para cá. Sua filha sempre presente, participou de vários momentos difíceis e de alegria da vida, dando suporte tanto aqui quanto em Niteroi a seus pais, seu irmão e sobrinhos.


Aos 60 anos de idade veio para o CVPI, entrando junto com a banda na inauguração da casa, iniciando assim sua história junto ao CVPI. Inicialmente prestou um prestimoso e dedicado trabalho como voluntária, com muito amor, contribuindo grandemente com a Instituição, ao lado de seu esposo Sr. Joel Leite de Almeida, que foi o primeiro Coordenador Administrativo Financeiro da casa.


Após alguns anos passou a ser funcionária, prestando seus maravilhosos dons e talentos até sua aposentadoria. Por muitos anos se dedicou aos cafés coloniais, com contribuições maravilhosas de dar água na boca. Dos amigos de seu filho, até hoje rodam suas receitas.


Trabalhou também durante muitos anos produzindo lindos cartões de natal que o CVPI vendia como forma de ajudar no sustento da casa e de outros projetos. Chegava a fabricar 10000 cartões por ano sozinha. Hábil nos cortes, aproveitava lindas capas que vinham dos EUA e montava belos cartões. Estes cartões vendidos nos bazares contribuíram para novos projetos, dentre eles, a construção do templo metodista do Itacorubi.



Após muitos anos de dedicação, comprou com o marido um apartamento onde pode descansar um pouco. Joel Pai trabalhou na casa até os 80 anos e após isso aproveitou um pouco a vida com sua esposa Lydia.


Quando chegou o momento ao qual precisaram dos cuidados que só um Lar de Idosos como o CVPI pode oferecer, foram recebidos de braços abertos. Lydia e sua família tem muita gratidão a todos, que ofereceram muito carinho nos cuidados com o Joel Pai quando este precisou nos momentos finais de sua vida. Sempre com fé, pode testemunhar a mão de Deus agir no amor e nos cuidados que recebeu de todos e ainda recebe até hoje. Em 2009 despediu-se de seu marido, que foi para glória de Deus após 64 anos de casados. Em 2015 perdeu sua filha também, a qual ela acredita estar junto de seu marido esperando para um dia os encontrar, enquanto ela fica aqui junto de seu filho Joel.


Dos altos dos seus quase 92 anos, ou 184 como brincam os netos com seus dois aniversários, é completamente lúcida e continua fazendo sonhos e planos.


Hoje gosta de passar suas tardes vendo seus programas de televisão, mas sempre interage nas atividades da casa. Tem orgulho de sempre receber na sua mesa de refeição novos residentes da casa para poder os acolher com o mesmo carinho que fez durante estes quase 30 anos.